sexta-feira, setembro 22, 2006

Homem precisa fazer reposição hormonal?

Um leitor do jornal Folha de Londrina escreveu para a nossa coluna "Sexo e Comportamento" querendo informações sobre reposição hormonal para homens. Este é um tema relativamente recente, começou a ser discutido com mais intensidade nos últimos cinco anos. Não há consenso nem idade específica para começar a reposição hormonal, depende da necessidade ou não do paciente. Porém, a partir dos 40 anos, é importante para o homem fazer check-ups de hormônios regularmente, conferindo o nível de testosterona no sangue. O profissional recomendado para estes exames seria um endocrinologista. Ele avaliaria ainda taxas de açúcar e gordura no sangue, que são importantes indicadores da saúde da pessoa, e associar os exames para avaliação da próstata (PSA). Alguns autores chamam o período depois dos 40 de síndrome da meia idade, quando o nível de testosterona começa a apresentar alteração gradativa. Esta alteração varia de homem para homem, sendo que alguns nem a sentem. Quando a redução é mais evidente a pessoa se sente mais cansada, desanimada. Há a redução do desejo sexual, perda na qualidade da ereção e até, em alguns casos, aumento da gordura abdominal. Para exemplificar melhor, a testosterona é como se fosse um óleo lubrificante de motor. Ela lubrifica o corpo masculino e o faz funcionar melhor. Existem várias causas para a deficiência na produção de testosterona. Ela é percebida mais acentuadamente em pacientes que sofrem ou sofreram doenças cardiovasculares, hepáticas ou pulmonares. A reposição, no entanto, não é recomendada para todos. É o caso, por exemplo, de homens com histórico de aumento prostático, câncer de próstata. É bom que se diga que a reposição hormonal não provoca o câncer de próstata, mas pode estimular a progressão de um tumor já existente. Se na sua cidade não existir um endocrinologista, todos os médicos estão aptos a solicitarem estes exames de sangue, na rede pública e nos convênios médicos.

Sexo virtual é saudável?

Para quem ainda não está tão habituado com a internet e com a revolução que ela provoca no comportamento das pessoas, falar sobre sexo virtual pode parecer até estranho. Já para os jovens é um tema bem mais recorrente do que se possa imaginar.
Estudo feito com jovens canadenses e divulgado pela France Presse mostra que eles estão ''digitalizando'' sua vida afetiva. Uma grande parcela de jovens está trocando o contato físico pelos teclados e monitores de computador. Conforme o estudo, 87% dos jovens pesquisados em 150 colégios e universidades do Canadá, reconheceram ter sexo virtual através de mensagens instantâneas, webcams ou telefones. No Brasil não há um estudo sobre o tema, mas, como os brasileiros estão entre os que mais usam a internet no mundo, os números e o comportamento não devem ser muito diferentes.
O computador, para as novas gerações, tem sido um ótimo instrumento para a busca de informação, pesquisa e também de relacionamento. Na adolescência a maioria dos jovens inicia sua vida amorosa e sexual. E é aí que começa o problema. É uma fase cheia de dúvidas, de medos e insegurança, que todos passam. Garotos e garotas que têm dificuldades de conversar, de namorar, de ter amizades, escondidos atrás do monitor, soltam-se no teclado do computador. É uma forma de se sentirem mais seguros. Muitas vezes o garoto ou a garota se tranca no quarto e cria um mundo paralelo ao do restante da casa. É preciso estar atento a isso. O problema, na verdade, ocorre quando o jovem só consegue se expressar e ter um relacionamento virtual. Vencer a timidez não é uma tarefa fácil, mas é preciso ultrapassar essa barreira. Uma boa forma é se obrigar a sair mais, criar um círculo de amigos. Para os tímidos o computador e a internet podem ser um bom caminho para iniciar as amizades, mas não podem ser um fim e sim o começo.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Quais são os efeitos do envelhecimento nos homens?

Muitas pessoas ainda acreditam que o fato do homem se tornar mais ranzinza e nervoso com a idade mais avançada é natural e, por isto, irreversível. Isto não é verdade. O fato é que a idade vem para todos e ela traz mudanças no corpo do homem. A alteração de humor, queda da disposição física, bem como a diminuição do apetite sexual são reflexos diretos de variações hormonais causadas pelo processo de envelhecimento que desencadeia o climatério masculino, e deve e pode ser tratado. A melhor alternativa para este caso é a prevenção. Todos os homens devem realizar exames periódicos para medir a dosagem hormonal, a partir dos 40 anos de idade. A queda na produção deste hormônio é natural. Ela começa a partir dos 20 anos e sua diminuição varia de 17% a 32% até os 60 anos. A queda mais acentuada ocorre entre os 20 e os 40 anos. Mesmo assim, na maioria dos homens, a quantidade produzida pelos testículos continua suficiente com o avançar da idade. O acompanhamento permite intervir assim que a queda de produção dos hormônios, principalmente da testosterona - hormônio masculino que regula a energia vital e o humor - for mais significativa. Nos homens, níveis insuficientes de testosterona provocam entre outros sintomas, cansaço físico, desânimo e irritabilidade. Estes sintomas acabam prejudicando o convívio social da pessoa levando-a a solidão e comportamento depressivo. Esta situação pode ser evitada com conscientização, prevenção e tratamento. Com o diagnóstico precoce, a reposição hormonal traz resultados excelentes. Embora não haja nenhuma comprovação científica de que a testosterona potencializa o aparecimento de câncer de próstata, este tipo de tratamento não é indicado quando o paciente tem histórico pessoal de câncer de próstata ou casos da doença na família.